quinta-feira, 12 de abril de 2012

"Mais uma guerrinha"

Fiquei um tanto quanto abismado com a notícia que ouvi em um carro de propaganda que passava no centro da cidade. O carro anunciava que o prefeito, ou a organização do campeonato municipal de mini campo, convidava a população da cidade para assistir a semi final do então campeonato que está promovendo. Bom, até aí nada demais, mas, o que me chamou atenção mesmo, foi o fato do anuncio informar que, quem fosse assistir ao jogo, iria ou, irá, participar de sorteios com direitos a brindes aos espectadores durante o jogo. Gente, isso é demais. Nunca antes na história aconteceu isso no futebol campo-grandense. O que está acontecendo afinal? Pois, até bem pouco tempo atrás, houve campeonato que se quer teve premiação para os atletas. Agora, portanto, tem prêmio até para quem vai assistir. Deve ser por isso que ano será seco. Deve ser para atrair os espectadores que está em falta ou, será a síndrome do ano político? Vamos ver se isso vai continuar durante os próximos anos. Querem saber? Eu não acredito que isso vá continuar. Acredito, pois, que isso não passa de uma “competiçãozinha” política com resquícios de uma antiga prática do Império Romano, a política do pão e circo. Pois, essa prática tinha a clara intenção de encobrir os maus feitos do governo. Ainda mais suspeito quando se trata de ano político e, a evidente intenção de derrubar a concorrência, o então, CF7 de Zé Estácio e o “nosso mandato de vice-prefeito”. Olha minha gente, isso não engana a mais ninguém, todos sabem o por quê dessa bondade toda, e de estar havendo dois campeonatos simultâneos em nossa cidade, por isso, acredito que essa palhaçada só está acontecendo por causa do ano eleitoral. Depois, é dedo nas “venta” dos desportistas e por que não, dos torcedores. Portanto, mais uma briguinha política que a sociedade campo-grandense assiste com vergonha.

"São tão bonzinhos..."

Quem está feliz nesse momento é o vereador e meu amigo João piscó, o motivo dessa felicidade é a recuperação de seu veículo que há poucos dias havia sido tomado de assalto. Assim como a moto do meu irmão que também foi roubada, o corro de João foi abandonado dentro do mato. Suspeita-se que o carro do vereador foi usado no arrastão na cidade de Janduís. Como dizem alguns filósofos, depois de uma grande desgraça, logo, a bonança aparecera. Assim tem acontecido com alguns objetos roubados nessa região, cedo ou tarde, eles, os ladrões, estão devolvendo os bens roubados, mesmo que um tanto quanto danificado, mas, sendo abandonados em algum lugar. Dessa forma, temo que os bandidos se popularizem aponto de se tornarem os novos Robin Hood do nosso sertão, ou seja, acabem sendo vistos como ladrões bonzinhos e, com isso, tornando-se mais popular até mesmo que a Governadora. Essa, com certeza está com a popularidade em baixa, afinal, ela não está fazendo o mesmo papel que os bandidos da região, pois, ela nos rouba e não nos devolve nada, assim não dá né cara pálida. Sendo assim, vou fazer um apelo aos senhores bandidos armados, haja vista que os outros nos roubam sem arma, por favor, quando nos roubarem, continuem nos devolvendo pelo menos os objetos levados. Digo isso por que vocês são os últimos a quem devemos apelar. Até por que, se formos depender da bondade dos ladrões de colarinho branco, nunca teremos de volta aquilo que nos roubam.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Campeão da decepção"

O que não é mais novidade é a forma sem graça com que os empresários da casa de show Arco Verde tratam o seu público. Mais uma vez eles anunciaram que a festa começaria cedo, no entanto, a atração principal chegou com atraso de pelo menos três horas, causando, assim, um descontentamento e uma afobação pela grande maioria do público que, foi embora antes mesmo de curtir a banda Cavalo de Pau. Entretanto, tiveram que se contentar com a banda de “batoré” que mesmo se esforçando não deu conta de satisfazer os ansiosos pela atração principal. Há tempo que as festas de clubes no interior do Estado vêm perdendo crédito com o público que, não suporta mais esse tipo de tratamento por parte dos empresários que, só pensam em lucrar. Por isso, contratam bandas que já estão contratadas para outras festas mais cedo e aproveitando, assim, o preço menor para banda fazer passagem na madrugada enquanto uma banda menor enrola o público. Causando, portanto, prejuízo aos que pagam mais caro para ver a atração principal e por fim não conseguem. Chega pessoal, tenham mais respeito por quem realmente sustentam seus luxos. Sei que meus colegas da casa de Show Arco Verde são gente boa, mas, a verdade precisa ser dita.

"Queremos mais"

Nessa minha aventura pela “via costeira” a noite, nada foi perdido. Para minha felicidade, encontrei uma pessoa que me deixa muito orgulhoso sempre que o vejo, meu amigo Michel Melo, veio direto do Rio para curtir o inferninho de CG. O mais interessante é que quando eu passei no outro dia em frente à churrascaria de wênio, ele e outros (marquinhos de Milton, Douglas... enfim, um monte) ainda estavam bebendo na calçada às oito horas da manhã. É muita energia! Nossa! Como eu já fiz isso e num sinto nem um pouco de saudade. E o pior é que eu ainda sei mentir, é claro que vivo com essas saudades. Aproveitem garotos, afinal, isso é bom demais.

"Entre o céu e o inferno"

Alguém deve se lembrar de outro texto que escrevi em que citei a seguinte frase da música do grupo de rock, Titãs; “Qualquer um faz qualquer coisa por sexo, droga e um pouco de diversão”. Pois, na semana santa em nossa cidade, isso se confirmou e, se confirma a cada dia. Mas, na semana santa foi o ápice da colocação musical da citada banda. Foi o auge também da imbecilidade sonora tanto pela quantidade dos decibéis, quanto pela qualidade musical. Além disso, o sexo é um atraente na nossa cidade, pois, meninas estão no enfinca não só na letra esdrúxula, desqualificada da “música”, mas, também estão no termo literal da palavra. E a droga, com certeza é o motor que dá impulso a toda essa falsa impressão de diversão infernal. Para muitos, o comprimido é um paraíso, assim como, a cerveja que, apesar de lícita como tantas outras bebidas alcóolicas, também é uma droga. Porém, para a maioria dos jovens, Campo grande era e é o paraíso, ou, o céu, já que, tá tudo liberado na droga dessa cidade. Mas, que paraíso é esse que inferniza o principal pedestal que sustenta essa droga de sociedade? Pois, para esses, os trabalhadores, pais de família, a nossa cidade em plena semana santa, virou um verdadeiro inferno. Esse caldeirão dos diabos acontece em nossa cidade, só em nossa cidade, é verdade, com a vergonhosa desculpa de um “turismo” torpe e inescrupuloso que, só uns poucos idiotas enxergam, como sendo benéfico para a comunidade. Além do mais, esse tipo de turismo, poucos se beneficiam, como os donos de botequim. No entanto, o prejuízo maior recai sobre a sociedade que, veem seus jovens se alistando num exército que não dá oportunidade de crescimento, e sim, o da destruição, começando pelo sossego alheio.  Quando decidi sair da minha casa para comprar comida para minha família, sem a mínima noção de como estava a bendita “via costeira”, peguei o meu carro e subi no primeiro trecho que dá acesso mesma, de repente me deparei com a visão do portão inferno, a maldita via mal planejada e agora mal acabada, entupida de demoniozinhos, uma grande parte de menores, com seus ensurdecedores paredões de som que, mais se pareciam com as trombetas inferno, mas na verdade, para eles, os santinhos, filhinhos de papai e mamãe, ali era o paraíso perdido. Vale lembrar que nossa cidade é a única no Estado que, depois de uma morte trágica de um agente federal, consequência de som ligado a princípio, ainda aceita esse tipo diversão, ou, festa no meio da rua. Não obstante ao inferno dos paredões, a semana santa para muitos, foi um sucesso. Só não sabemos até quando, pois, muito me interessa que isso acabe logo, afinal, não aguentamos por muito tempo essa droga de “música”, pois, se quer usá-la, ou ouví-la, que seja só porá si.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

"Usada como arma de guerra"

   
 

 Todos comentavam, mas, ninguém acreditava. Havia comentários e uma grande dúvida a respeito da possível retomada da rádio de campo Grande por parte do grande estrategista político e valente líder de uma grande massa popular de nossa cidade, Bebeto Almeida. Foi aí, que os comentários se confirmaram. Esse é o cara! Muitos disseram. Quando a maioria pensou que ele tinha sofrido um golpe de misericórdia e perdido a guerra, se reergueu diante de uma derrota e, com uma força improvável, ele contra ataca de forma vorás e eficaz. “Nunca, nunca se rendas”, essa é a pequena e grande frase do excepcional Estadista e Primeiro Ministro britânico durante a II grande guerra mundial, Winston Churchill. Na ocasião, a Inglaterra estava sofrendo terríveis derrotas para o exército alemão. E talvez com o pensamento nessa célebre frase, Bebeto tenha se inspirado e conseguido uma vitória diante de um poderoso oponente que, assim como a Alemanha, está armado até os dentes. Vale lembrar que, devemos guardar as devidas proporções. Estou apenas fazendo comparações devido ao meu instinto e certificado de historiador. Então, foi dessa forma que a senhora Norma Almeida, anunciou que o território, antes tomados pelos inimigos, estava conquistado novamente. Até quando? Não sabemos. Mas, há comentários que uma reintegração de posse está em andamento. Com a retomada da FM 104,9, voltaram também os aliados, ou seja, os radialistas que, por indignação ao suposto ataque feito à rádio, abandonaram os seus postos. Injustificável, pelo menos ao meu entendimento, pois, se a justificativa era a de que a rádio era do povo, então, que ficassem em respeito aos ouvintes, haja vista que, são para eles que estão prestando serviço. Portanto, como um soldado que defende o seu país numa guerra, desertar é um crime, e assim, os radialistas o fizeram, abandonando seus ouvintes que tanto os admiram, assim como eu. Vale lembrar que, todos foram convidados a permanecer em seus cargos. Confesso que sou suspeito em defender a nossa FM e seus comunicadores, pois admiro quase todos. Acho que, Raberto Jales é um excepcional radialista, mesmo sem ter a carteira de profissional – corrija-me se estiver errado - o considero um, assim como o meu primo, Oliveira. Portanto, deveriam agir como tais e não abandonar os seus postos de trabalho. Esperamos todos que, isso não se repita, pois, muitos temem que, com essa guerra descabida, percamos a nossa maravilhosa FM Independência,104,9. Afinal, como todos dizem, ela é do povo, por isso, não a coloquem como arma de vingança em uma guerrinha política.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

“2+2-1+3x-4=1.178,00”????...



Tenho lido em alguns blogs que o prefeito pagou o reajuste de 22,22% aos professores. Eu até poderia dá os  parabéns ao prefeito, mas, nem ao menos por esse feito o farei, pois é uma obrigação e nada além disso. E daria se eu entendesse a matemática desse bendito aumento. Além do mais, não entendo o por quê, do Estado ter dado o mesmo aumento com a mesma carga horária e os vencimentos, no entanto, vieram superiores, bem acima é verdade, que o do município. Não nos permitindo, assim, enxergar tal benefício dado pelo município. Seria necessário, então, alguém da prefeitura, nesse caso, o secretário ou, até mesmo o prefeito vir à público e explicar essa conta que, para muitos professores não está bem clara. Nos causa estranheza, ou, indignação, é sabermos que, na cidade vizinha, como Triunfo Potiguar, está pagando a carga horária completa dos professores e com os vencimentos, mesmo com os descontos do imposto, chegando à casa dos 2.000,00R$. Enquanto isso, os vencimentos dos professores de Campo Grande não passam dos 1.200,00R$. Um prejuízo aos educadores, portanto, de pelo menos 800,00R$ mensais. Ao ano, esse prejuízo pode chegar aos 9.600,00R$. É impressionante a enorme perda financeira que essa desrespeitada classe profissional tem com o poder público. Não estamos falando ainda das perdas morais e sociais que são incalculáveis durante todos esses anos que se passaram e consequentemente aos anos que virão. Torço e luto, mesmo que indiretamente por essa classe, afinal, minha esposa faz parte dela, meus amigos são professores e, além disso, até bem pouco tempo atrás eu fui professor e, ainda tenho pretensões de um dia fazer parte desses sofredores. Por isso, acompanho e vejo o quanto todos eles estão indignados com esse estranho aumento e, dou razão para tanto.  Então, peço encarecidamente aos responsáveis dessa contabilidade que expliquem não só a mim, mas, a todos, como chegaram a esse coeficiente salarial.